Cruel · Originais

Cruel

 

 

My heart hangs on, you’re having fun
Meu coração está esperando, você está se divertindo
We can’t be lovers and we can’t be friends but I still want you and I can’t pretend
Nós não podemos ser amantes e não podemos ser amigas mas eu ainda te quero e não consigo fingir
It fucking kills me that we’re done
Me mata pra caralho que nós acabamos
The way it hurts it’s just not fair
O jeito que doi simplesmente não é justo
Take my endless summer and turn it into winter
Você pega meu verão sem fim e transforma em inverno
A little twist of the knife
Uma viradinha da faca
A little salt in the cut
Um pouco de sal na ferida
A little thorn in the side and it stings like hell
Um pequeno espinho na carne e fede pra caramba

Cruel The Veronicas

 

Para todas as desgraçadienes e troxianes.

 

Biscate, vadia, ordinária, cadela.

Sim, você.

É, você mesma.

Exceto que não é.

Você não fez nada de errado.

Exceto que fez.

Eu me apaixonei. Eu não escolhi me apaixonar. Não tive culpa de me apaixonar.

A culpa não é minha. A culpa é toda sua.

Exceto que você também não escolheu que eu me apaixonasse.

Não, você não tem culpa de eu ter me apaixonado por você.

Quer saber? Não tem culpa é o caralho. Tem culpa sim.

Blá blá blá, responsável pelo que cativa, certo?

E você me cativou porque quis.

Ninguém mandou dividir seus cigarros comigo.

Ninguém mandou assistir todos os meus filmes favoritos.

Ninguém mandou me deixar fazer seu Mapa Astral.

“Não acredito em Horóscopo.”, você revirava os olhos.

“É Astrologia o nome, sua anta.”, eu revirava os meus.

Ninguém mandou me deixar copiar seu dever de História.

“Muda algumas palavras pra não ficar igual”, você dizia.

Ninguém mandou pedir minhas respostas de Educação Ambiental em toda prova.

“Não conte a ninguém que eu sei fazer essa merda”, eu dizia.

Ninguém mandou me beijar, me abraçar, dizer que me amava também.

E certamente ninguém mandou rebolar pra mim daquele jeito que me arrepia só de lembrar.

Ninguém mandou ser perfeita.

Perfeita é o caralho.

Você não é perfeita.

Você nunca foi.

Você ronca. Alto. Horrível. Parece um motor de caminhão. Que apropriado! Risos.

E você fica horrorosa de batom vermelho. Parece um palhaço.

E que porra de nome é esse?

“Débora Basto”

Devia mais era ser Débora Pasto.

Sua vaca.

Sim, você é uma vaca.

Uma vaca, biscate, vadia, ordinária e cadela.

Só que ninguém é perfeito. Até que você se apaixona por ele.

Então nada disso importa porque seu cheiro é tão bom que me faz esquecer de todo o resto.

E nada disso importa mesmo quando você encosta em mim porque eu não consigo pensar em mais nada.

Mas isso não importa também porque você é uma vadia e dormiu com a Renata.

Tipo… sério? Uma nerd monitora de classe?

Exceto que o problema não era a Renata porque você também dormiu com a Luísa.

E com a Camila.

E com a Sabrina.

Todas enquanto eu sofria por você.

E você sabia que eu sofria por você.

Mais do que isso, você me assistia sofrer por você.

Como não saberia? Você é minha melhor amiga.

Dividimos o dormitório, e a mesa, e os livros, e os cadernos, e os segredos e a cama.

Mas você não se importava, não com o meu sofrimento.

“Eu fui clara desde o começo de que não curto nada sério.”

Bela merda que você foi clara.

Bela merda que eu sabia que você tem tudo em Aquário.

Isso não me impediu de me apaixonar e de te querer só pra mim.

E você sabia que não impediria.

E você não fez nada para impedir.

Mas, no fim, você foi clara. E eu não posso te culpar por isso.

Não posso te acusar de mentir.

Não posso nem te acusar de me trair.

Não posso te acusar de nada.

Você não fez nada além do que sempre deixou claro que ia fazer.

E é por isso que te escrevo.

Se eu não posso te xingar, te amaldiçoar, te cobrar nada, pelo menos posso te escrever.

Posso pelo menos te fazer rir.

Porque eu sei que é o que você vai fazer lendo esse texto: rir.

“Você é tão fofa e engraçada, Pat.” provavelmente parece com algo que você vai pensar.

Por isso não vou te entregar essa carta.

Não vou te dar o prazer de me achar fofa e engraçada.

E também porque não quero assumir que não posso mais viver assim.

Não posso deixar ninguém saber que para mim nunca foi só diversão, amizade colorida.

Ninguém pode saber que eu piro toda vez que você pega o celular.

Porque eu sei que você está falando com alguma garota.

Ninguém pode saber que eu piro toda vez que você sai.

Porque eu sei que você está indo encontrar alguma garota.

Ninguém pode perceber que eu morro toda vez que alguém menciona nossa amizade.

Ninguém pode perceber que eu não sou desapegada.

Ninguém pode saber que eu não não me importo.

Ninguém pode saber que eu fiquei louca.

E que foi por você.

Porque aí eu teria que ir embora.

E eu não quero ir embora.

Porque eu sou idiota o bastante para preferir te ter assim.

Sem realmente te ter.

Porque eu não quero te perder.

Porque eu não suportaria ficar longe de você.

Porque eu te amo.

Eu te amo.

Muito.

Te amo pra caralho. Pra caralho mesmo.

Exceto que te odeio.

Venenosamente,

Patética


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4 thoughts on “Cruel

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